O CEO do UFC, Dana White, deve testemunhar em um processo antitruste liderado pelo ex-candidato meio-pesado Misha Cirkunov.
O juiz Richard Boulware convocou White e Tracy Long, vice-presidente de Conformidade de Atletas do UFC, para testemunhar depois que os demandantes alegaram “lacunas” nos dados fornecidos ao tribunal, especialmente em relação às comunicações pessoais de White. As próximas audiências, marcadas para 4 e 5 de fevereiro de 2026, centrar-se-ão na “espoliação” – o termo legal para a destruição ou perda de provas.
Os demandantes estão supostamente perdendo dados telefônicos de White por cerca de 7,5 anos do período de 10,5 anos relevante para o processo. O tribunal está investigando se essas informações foram retidas ou destruídas intencionalmente. A ação também visa as “cláusulas compromissórias” e “renúncias de ação coletiva” nos contratos do UFC. Essas cláusulas foram elaboradas para evitar que os combatentes ingressassem em ações judiciais coletivas.
Esta não é a primeira vez que o UFC enfrenta ações judiciais. O primeiro, liderado por Cung Le, foi liquidado no início deste ano por US$ 375 milhões. Um segundo caso, liderado por Kajan Johnson, continua em curso. Seguindo em frente, as partes devem fazer o seguinte:
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30 de dezembro de 2025: Ambos os lados devem apresentar um relatório conjunto listando quaisquer disputas de provas restantes.
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6 de janeiro de 2026: Uma audiência preliminar abordará a jurisdição do tribunal e o escopo da investigação das provas.
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4 a 5 de fevereiro de 2026: Dana White testemunhará primeiro na audiência de espoliação.
A ação visa a indenização por danos e a retirada de cláusulas de renúncia a arbitragens ou ações coletivas no UFC atual e em contratos futuros.